Raimundo Amarildo: uma longevidade no rádio

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Por Tony Martins

O dia 31 de março de 1965 marcou o início da história de Raimundo Amarildo, a maior longevidade no rádio sanfranciscano. De lá para cá já são 58 anos de uma carreira rica de fatos marcantes e pitorescos, caracterizados por uma linguagem simples e uma comunicação direta, alcançando o ouvinte rapidamente, em qualquer emissora por onde passou e ainda trabalha.

Logo no início da década de 1960, Raimundo Campos Silva, em razão de sua paixão pelo Botafogo do Rio de Janeiro, recebeu o apelido de Raimundo Amarildo, uma alusão ao jogador botafoguense que foi bicampeão mundial pelo Brasil na Copa do Mundo de 1962, substituindo Pelé.

Em 31 de março de 1965, perto de completar 20 anos, Amarildo teve seu primeiro registro como radialista, na Rádio Juazeiro, na função de sonoplasta. Naqueles anos trabalhou com grandes nomes da comunicação: Herbet Mouze, Clésio Rômulo Athanásio, Seu Galo, Juscelino Oliveira e Edmundo Rasteli. Depois vieram José Raimundo Neves, Ronaldo Lopes, Elias Cruz, Paulo Ribeiro, Almiro Rodrigues, João Eudes e Antonio Fernandes, todos na RJ.

Na Emissora Rural de Petrolina, dirigida pelo padre Monsueto que depois virou Deputado e Senador da República, ele trabalhou ao lado de Ari Pacheco, Carlos Augusto, José Maria Brandão, Sivuca, Franklin Delano e Francisco Silva (Foguinho), entre tantos. Isso até os anos de 1970.

Ao lado do rádio, Amarildo sempre teve uma paixão pelo futebol e atuou como treinador desde as categorias de base com o seu Vitorinha na Liga Adalberto Matos, até os grandes times do futebol amador de Juazeiro: Veneza, Olaria, Carranca, Barro Vermelho, XV de Novembro e Juventus, onde conquistou vários títulos.

A ligação de Raimundo Amarildo com o futebol, mais que um motivo, foi uma razão para que Herbet Mouze o recrutasse para integrar a equipe de esportes da Rádio Juazeiro. Inicialmente com as notas do futebol amador, depois avançou para outras funções na emissora.

Notadamente nos anos de 1990, já como comentarista e setorista na Liga Desportiva Juazeirense (LDJ), cobrindo as reuniões daquela entidade, Amarildo integrou novamente a equipe de esporte da Rádio Juazeiro, naquela oportunidade coordenada por Geraldo José, num time com Winston Monte Claro, Tony Martins, Geraldo José, Geraldo Messias, Charles Gray, Nilson Silva, Sérgio Rego, Walmir Alves e Pereira.

Foi uma década marcante na crônica esportiva da região, pelo surgimento do Campeonato Interdistrital e pela chegada do futebol profissional. E Raimundo Amarildo estava presente nesses momentos relevantes do rádio, protagonizando fatos e notícias veiculados no rádio e, também, no Jornal de Juazeiro, do qual foi colunista esportivo por vários anos.

A partir de 2001, Raimundo Amarildo passou ligeiramente pela extinta Nova IND e depois foi para a Rádio Cidade AM, agora também FM, fazendo parte da equipe de esporte.

Com 77 anos a serem completados em 29 de junho, Amarildo é um dos mais laureados e premiados radialistas da região, mas, nada se compara a emblemática figura de alguém que faz do rádio sua vida e dela para viver no rádio, do seu modo peculiar de ser.