Ex-jogador falou pela primeira vez sobre prisão

Reuters - Foto: REUTERS/Jorge Adorno

Ronaldinho Gaúcho disse que nunca imaginou que seria preso no Paraguai por usar um passaporte falso e que espera esclarecer em breve sua situação na Justiça para voltar ao Brasil e beijar sua mãe.

O ex-astro do futebol mundial foi preso no início de março juntamente com seu irmão e representante, Roberto de Assis Moreira, em um hotel em Assunção, acusado de ter usado documento com conteúdo falso para entrar no país.

O brasileiro ficou preso por um mês em uma delegacia de polícia da periferia de Assunção antes de ser beneficiado com prisão domiciliar, que cumpre em um hotel glamouroso no centro da capital.

“Foi um golpe duro, nunca imaginei que passaria por uma situação assim. Durante toda a minha vida procurei alcançar o mais alto nível profissional e levar alegria às pessoas com o meu futebol”, disse Ronaldinho ao jornal ABC, em seu primeiro contato com a imprensa desde o escândalo.

 “Ficamos totalmente surpresos ao saber que os documentos não eram legais. Desde então, nossa intenção tem sido colaborar com a Justiça para esclarecer o fato, como temos feito desde o início”, acrescentou.

Para o juiz conceder prisão domiciliar, Ronaldinho e seu irmão desembolsaram uma fiança de 1,6 milhão de dólares, que eles depositaram em um banco estatal paraguaio. Uma peça-chave no processo é a empresária que os levou ao país, que teria gerenciado os documentos e está foragida.

O juiz do caso disse semanas atrás que a promotoria não encontrou elementos para ampliar a acusação contra os irmãos, acusados de “uso de documento com conteúdo falso”, um crime que prevê até cinco anos de prisão. “Esperamos poder sair dessa situação o mais rápido possível”, disse o ex-meia-atacante.

Ronaldinho afirmou que a primeira coisa que fará quando estiver livre será visitar sua mãe.

 “Vou dar um grande beijo na minha mãe, que vive esses dias difíceis desde o início da pandemia de Covid-19 em casa. Depois, será absorver o impacto que essa situação gerou e seguir em frente com fé e força.”

Campeão do mundo em 2002 com a seleção brasileira, Ronaldinho se aposentou do futebol profissional em 2015, depois de vestir as camisas de Barcelona, PSG, Milan, Grêmio, Flamengo e Atlético Mineiro, entre outros clubes. Ele completou 40 anos em 21 de março enquanto estava na prisão.