Falôôô... A opinião de Jota-Jota - Foto/capa: Lucas Figueiredo/CBF
Jota Jota

Do alto dos meus 72 anos, metade deles militando na crônica esportiva falada, e há pouco mais de 10 na escrita, acompanho o conhecido Escrete Canarinho, que pude ter a oportunidade de ver algumas vezes campeão do mundo, e ser considerado o melhor futebol jogado no século.

Depois que os interesses monetários adentraram na Confederação Brasileira de Futebol, tudo foi, é, e será deturpado com relação ao selecionado brasileiro, cujo interesse por suas apresentações, passou a ser corriqueiro, ou seja, deixou de despertar o interesse nacional. A seleção joga hoje? Contra quem mesmo? É amistoso ou Copa América? Não, companheiro, é a primeira partida das eliminatórias para a Copa de 2022, e o jogo é contra a Bolívia, em São Paulo.

Hoje temos um selecionado totalmente desconhecido, de jogadores que sabemos o nome pelos clubes que atuam, mas que não vemos todos os jogos, e nem muito menos como estão. É, mas eu vejo pela TV, quantos jogos, e consegue ver todos os convocados? Não, o interesse por jogos da nossa Canarinho, já não é mais o mesmo, pois vejam, não se questiona mais nas esquinas, nos bares, no trabalho, e no buzu, determinados nomes convocados, que Cebolinha, não vem jogando o que Marinho e Keno, jogam hoje.

Mas fazer o quê, engolir as convocações aleatórias, e ver o CATADINHO FUTEBOL CLUBE, nos representar contra adversários que anteriormente, nos respeitavam e muito, e olhem a preocupação… Neymar com dores no lombar pode não jogar. Meu DEUS, saia Rivelino, entrava Paulo Cesar Caju, saia Tostão, tinha Coutinho, e daí por diante, e hoje? Me diga aí se fores capaz.

Nossa seleção era montada em cima das espinhas dorsais, dos dois melhores times da ocasião, convocando-se os melhores de outros clubes, enxertando estas equipes, e aí, até os treinamentos, eram mais proveitosos, porque o entrosamento não era feito por desconhecidos, e ou somente na base do improviso, improvisar naquela época, era fazer ESPETÁCULO, e hoje, é uma saída para vencer compromissos. Me poupem viu.

Vamos assistir, claro que sim, somos brasileiros, e não desistimos nunca, apesar das burrices e interesses escusos de dirigentes do nosso futebol, na hora H., estaremos à frente da TV, e reclamando da má performance de um time, “montado sobre as coxas”, e que atua contra um adversário que era, eu disse era… FREGUÊS, e estamos preocupadíssimos… NEY pode não jogar, meu Deus do céu.

Me chamem de retrógado, velho, ultrapassado, dinossauro do rádio e ou da comunicação, mas contra fatos, não existe argumentos…

EU VI O FUTEBOL BRASILEIRO JOGANDO BOLA COMO SE FOSSE PELADA, O QUE A GERAÇÃO DE HOJE… ACREDITO NÃO VERÁ.

#PRONTOFALEI.

*O texto é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Agência CH.