Sem torcida e novos inscritos: clubes aceitam manter Paulistão

ESPN

Em reunião que durou quase duas horas por teleconferência, a FPF (Federação Paulista de Futebol) conseguiu a aprovação dos clubes para continuar a disputa do Campeonato Paulista ao final da quarentena pelo novo coronavírus.

Duas mudanças, no entanto, foram acertadas para a continuidade: portões fechados e novas inscrições.

A volta dependerá do fim da quarentena, em determinação que será dada pelo Governo Estadual ou Federal.

A reportagem apurou que o Santo André é o clube mais preocupado com a questão de jogadores. A equipe já perdeu 19 dos 28 inscritos na competição por término de contrato. Até o final de abril perderá mais dois.

“Ficou acertado que vamos fazer novas inscrições. Os clubes vão poder renegociar com aqueles jogadores que já estão sem vínculo ou contratar novos, mas teremos que seguir a Lei Pelé, isto é, o mínimo de tempo de contrato é três meses, ainda que a competição seja resolvida em um tempo menor”, disse o presidente Sidney Riquetto.

Questionado como fará caso a participação do clube seja concluída em menos tempo do que a metade do contrato, o dirigente disse que esse detalhe será acertado com os jogadores.

“Uma saída pode ser a inclusão de uma cláusula de rescisão sem multa ou com pequeno valor compensatório caso o campeonato termine antes”, salientou.

Quando a competição foi paralisada, faltavam duas rodadas para o fim da fase classificatória e todo o mata-mata final (um jogo pela quartas, outro pela semifinal e dois pela final).

O presidente da Federação concluiu a reunião prometendo negociar com a TV Globo, empresa detentora dos direitos de transmissão, um adiantamento da última parcela de pagamento pelo campeonato aos clubes.

Muitos estão com salários de março atrasados.

Ficou decidido que os times receberão um prazo, que pode ser de 15 a 20 dias, para que os jogadores façam uma intertemporada. Eles estão há três semanas treinando em suas residências para manter a forma física.

Sobre os mandos de campo, a FPF prometeu uma reunião futura para debater o assunto. O Santo André é novamente um dos clubes afetados. O estádio municipal Bruno José Daniel foi transformado em hospital de campanha.