Serenata Recordar é Viver: Só faltou a luz do luar

Por Carlos Humberto - texto e fotos

A primeira edição da Serenata Recordar é Viver realizada em Barro Vermelho, na última sexta-feira (28), transformou as ruas e a principal praça do distrito num cenário de emoções, onde talentos musicais consagrados cantaram histórias de amor e de paixão em letras de canções do melhor cancioneiro, mesmo que a lua, enciumada, tenha boicotado a celebração e se recusasse a enviar seus belos raios sobre a matriz de São João Batista.

O grupo Recordar é Viver, criado há quatro anos em Curaçá, conseguiu levar a Barro Vermelho uma noite mágica, apresentando uma performance que vai ficar na história e, quem sabe, se incorpore ao calendário de festejos anuais do vilarejo. Segundo o médico Antônio Plauto, um dos líderes do movimento, ao lado de José Raul, Lula e outros músicos ocasionais, as serestas, além de resgatar uma prática esquecida nos grandes centros, propiciam aos seresteiros e ao público uma gostosa e salutar integração nos locais onde são realizadas.

A iniciativa dos realizadores, encabeçada por Robério Oliveira, se encaixou perfeitamente no perfil musical de Barro Vermelho, terral de grandes músicos, e isso merece elogios. A lamentar a falta de apoio oficial que deixou a cidade praticamente às escuras, e o modesto palco, muito distante do carisma dos artistas que ali se apresentaram.

A tradicional festa junina já colocou Barro Vermelho no roteiro dos grandes eventos musicais do norte baiano. Sem o som da zabumba, do triângulo e da sanfona, a primeira serenata trouxe para o público a mesma energia do São João. Que venha a segunda edição.

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