Da Redação - Com informações do UOL e G1
(Foto: Ronaldo Caldas/ Min. Cidadania)

Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou a nomeação de Marcela Frias Pimentel Parsons para o cargo de Secretária Nacional de Paradesporto da Secretaria Especial do Esporte. Suspeita de integrar a “farra das passagens”, ela receberá salário para exercer a função ultrapassa R$ 16 mil mensais.

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em 2016, Andrew Parsons , é esposo de Marcela. Ele é acusado de usar verba pública pela Lei Agnelo/Piva para quitar viagens de luxo para Marcela e ele, que o acompanhava em deslocamentos internacionais para representar o CPB pelo mundo.

A nova secretária seria falsamente apresentada em ofícios como funcionária do comitê, o que garantiria a viagem de Marcela Parsons na altura em classe executiva com reembolso de diárias. A denúncia foi publicada pelo Uol, em 2017.

Cada viagem do casal custava em média R$ 55 mil, com direito a passagens executivas, aluguel de carros e hospedagem em hotéis de luxo. Marcela teria acompanhado o marido em viagens para a Grécia, Japão e para o Canadá, durante os Jogos Pan Americanos , com tudo pago pelos cofres públicos.

Críticas

A nomeação de Marcela repercutiu de forma negativa no Congresso Nacional, especialmente nos deputados federais ligados ao esporte, como Felipe Carreras (PSB-PE). Ele criticou a escolha.

“É triste assistir o Governo desvalorizando o esporte e seus atletas. Entre tantos nomes heróicos de paratletas, o presidente nomeou a esposa do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, como Secretária Nacional de Paradesporto. Apadrinhamento é uma prática inaceitável na gestão pública. Por que não dar vez a quem domina e entende do tema? Por que não nomear uma paratleta? O esporte merece respeito”, lamentou.