Triste Bahia

Por Tony Martins - Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/ECB

Os sete jogos seguidos sem vencer no Campeonato Brasileiro, quatro dos quais jogando em casa, faz o glorioso Esporte Clube Bahia aproximar-se, melancolicamente, da canção de Caetano Veloso  dos anos 1960/70 em que dizia: “Triste Bahia, oh, quão dessemelhante estás”, agora digo eu, do seu passado de glória.

Como pode jogar quatro vezes em casa e perder três partidas? Já são três partidas depois da saída de Roger Machado e nada mudou. Tem a pior defesa da competição e seus atacantes pouco produzem, deixando o time à beira da zona do rebaixamento com 9 pontos na décima sexta colocação.

Pior do que a tristeza tricolor é a falta de perspectiva, pois, desde o segundo turno do Brasileiro do ano passado, o time apresenta um futebol medíocre, sendo eliminado da Copa do Brasil na primeira partida contra o Autos do Piauí, perdeu em casa os dois jogos da final da Copa do Nordeste diante do Ceará, jogando em casa, só conseguiu ser campeão baiano nos pênaltis contra o modesto Atlético de Alagoinhas.

Diante de tudo isso, a diretoria manteve a base do time titular: Douglas, Nino Paraíba, Gregore, Elber, Gilberto, Juninho Capixaba e Lucas Fonseca, são exemplos de um grupo que pouco rende, pelo menos nos últimos tempos.

Além da presença do novo técnico Mano Menezes, são necessárias outras mudanças.