Um dia histórico e de lembranças

0
123
Por Tony Martins – Foto: Rubens Carvalho

A final do Campeonato do Centenário da LDJ foi marcada por momentos de lembranças e recordações. Pelo lado do Colonial, a torcida que se deslocou do Distrito de Maniçoba para apoiar o time, se posicionou sempre ao lado do gol adversário, fazendo um barulho incrivel, incentivando os jogadores do começo ao fim do jogo. Já pelo lado azulino, com uma torcida infinitamente inferior ao adversário, percebia as presenças de alguns ídolos do passado como Raimundo Amarildo que treinou a equipe no título municipal de 1980 e Antonio Barbosa (Baé) que, além de ter uma rápida passagem como jogador, foi várias vezs campeão como treinador do azulino. Fumanchu, Betinho, Vanderlino e Nadilson que brilharam em várias conquistas do Veneza também estiveram presentes na grande final. A LDJ fez várias homenagens a diversas pessoas que contribuem e/ou contribuíram com o futebol juazeirense, a exemplo do ex-jogador Vavá Camisola, professor Rivas, Charles Gray e Herbet Mouze.

OS CAMPEÕES

O  treinador Gleicinho, mesmo sabendo da qualidade do adversário destacou a força do seu time para conquistar o título: “Foi muito difícil, a gente já sabia da qualidade do adversário que sempre chega nas decisões dos campeonatos em Juazeiro, mas, eu passei para meus jogadores que se a gente jogasse o futebol que a equipe estava apresentando, conseguiria ser campeão”, destacou o treinador que também fez alguns agradecimentos: “Quero agradecer a torcida do Veneza que nos apoiou, pois, quando cheguei disse que a gente ia brigar pelo título e hoje Deus nos honrou com esse título abençoado, porque o Veneza precisava, pois, tinha muito tempo que o time não ganhava nada, nem chegava numa decisão”, desabafou.

O Presidente Charles Leal, um dos mais emocionados com a conquista falou: “Estou muito emocionado, muito feliz, pois, foi uma competição dificil, principalmente para o Veneza que enfrentou muitas dificuldades, chegando ao ponto de fazer a partida da semifinal com 11 jogadores apenas, mesmo assim passamos para a final”, disse.

O Presidente também reconheceu a qualidade do adversário, sem, contudo, deixar de reconhecer o talento dos jogadores do Veneza e do esforço, enfatizando, que: “Enfrentamos um time invicto, uma boa equipe. Mas, a gente sabia do talento dos nossos jogadores, do esforço da nossa diretoria e do treinador”, concluiu.

O goleiro Luis que pegou dois dos três pênaltis perdidos pelo Colonial destaca sua atuação na partida e sua predestinação para ser campeão, dizendo: “Foi um grande jogo com duas equipes boas que disputaram o Campeonato do Centenário da LDJ. Foi importante, pois, o ano passado tive a honra de ser campeão petrolinense e hoje conquisto esse título. Quero agradecer a Deus, aos companheiros, a diretoria e a Comissão Técnica que nos ajudaram bastante”. falou.

O centro avante Andrey da Carnaíba, como gosta de ser chamado, autor do primeiro gol no tempo normal, fala de sua felicidade em ser campeão pelo Veneza, mostrando seu contentamento pela conquista: “Sinto-me feliz e privilegiado por vestir a camisa do Veneza, uma equipe pela qual passaram grandes jogadores, hoje fui feliz, fiz um gol de oportunista porque acreditei no lance. O jogo terminou empatado, mas, nos pênaltis fomos bem e conquistamos o título. Quero dedicar esse título a minha família pelo apoio e todos aqueles que acreditam em mim”, concluiu.

Jaquinho, outro jogador azulino com histórico de vencedor e considerado o craque do time, enfatizou sua experiência na competição: “A gente foca na competição, como essa que estamos calejados, pois,  esse é o quarto título consecutivo que ganhamos:   dois pelo Barro Vermelho, um pela Juazeirense e esse de hoje. Fico feliz por minha família que me apoia. Sou grato aos meus companheiros que lutaram para a gente sair daqui hoje com a conquista do título”.

Por fim, o diretor e representante do Veneza junto à LDJ Félix Rogério, fala da confiança que sempre teve no time, enfatizando: “A gente estava confiante no título o tempo todo. Quando a partida terminou no tempo normal e que fomos para os pênaltis, sabia que a gente ia ganhar. Estava confiante no trabalho que realizamos durante a competição”, disse o dirigente.

Rogério também destacou a importância do elenco escolhido por ele e pelo treinador Gleicinho: “Tinha confiança no elenco que montamos, apesar de muita gente dizer que não chegaríamos. Mas, esse time é de amigos, eu e Glecinho montamos esse time a dedo”. Para finalizar, Rogério lembra de suas três décadas trabalhando no Veneza, rememorando: “São 30 anos que estou no Veneza, pois, estou no clube desde 1993. Merecemos ser campeões, pela história do time”, finalizou.

O Campeonato do Centenário da LDJ não é apenas uma competição em que teve um vencedor. Trata-se de um itinerário histórico delineado e traçado por diversos atores, cada um em seu tempo, dentro das possibilidades das pessoas que fizeram e fazem o futebol juazeirense.  A começar pelo visionário João Meireles, um dos criadores da LDJ. Saul Rosas, Janjão Torres e Osório Passos, presentes na primeira partida do Veneza em 1919. Passando por Péricles Mota, Professor Sabino.  Tico Alfaiate, Dr. Juca e Boginha fundadores do Olaria. Os craques Dozinho, Artur Lima e Dozinho que fizeram do jogo de bola, jogado no Adauto Moraes, momentos apoteóticos de rara beleza. Herbet Mouze, pioneiro da narração esportiva. Sem esquecer Nelson Costa, Adauto Moraes, Lulu Viana, Valter Aécio, Carlos Humberto, Roberto Carlos e os atuais que seguram o rojão nesses momentos difíceis. E os não mencionados, naturalmente, sabedores da importância que têm.