Cruz-Maltino chega a prazo, no acordo com jogadores, que lhes permite rescindir o contrato unilateralmente. Temor maior é pela perda de potenciais ativos

Crédito: Lancenet!

Dia 20. Cai nesta segunda-feira o dia do vencimento dos salários do Vasco, conforme antigo acordo. Ocorre que neste dia 20 de abril o Cruz-Maltino completa três meses de atrasos nos pagamentos, o que permite aos jogadores rescindir unilateralmente os contratos. A grande preocupação é com a possibilidade de perda de ativos.

Alexandre Campello, presidente do Vasco da Gama

O clube se mobiliza internamente para pagar pelo menos uma folha salarial em atraso. No início deste mês, os últimos débitos relativos às folhas salariais de 2019 foram quitados – com exceção dos direitos de imagem pagos a cerca de 20% do elenco.

Para efeitos jurídico-trabalhistas, já estão configurados os três meses sem pagamentos. Contudo, a relação entre diretoria e jogadores vem sendo conduzida de maneira pouco turbulenta nos últimos tempos. No início do ano, o goleiro Fernando Miguel afirmou que os jogadores são “parceiros do clube”.

Por outro lado, os atrasos nos pagamentos anteriores ao início da pandemia de COVID-19 dificultam as negociações para as reduções nos valores dos vencimentos, o que vem sendo feito por outros clubes. O capitão da equipe, Leandro Castan, deixou isso claro há duas semanas.

O Vasco tem na venda de atletas a parte da previsão de receitas orçadas para a temporada. Perder, de graça, jogadores que são potencial fonte de receita, como Ricardo Graça, Andrey, Marrony e Talles Magno é um pesadelo improvável. Mas possível a partir desta segunda-feira.