A missa, o coro e a catedral
* Carlos Laerte
A afirmação de Santo Agostinho, “Cantar é rezar duas vezes“, nunca soou tão bem e oportuna quanto na manhã deste domingo (14), durante a santa missa das 9h, na Igreja Catedral do Sagrado Coração de Jesus Cristo Rei. O canto, belo, suave e harmonioso do Coro São Gregório Magno (Schola Cantorum), do Oratório de Santo Antonio de Pádua, em Petrolina-PE, simplesmente nos arrebatou aos limites da emoção, do início ao encerramento da liturgia.
Logo no canto de entrada, Toda a terra vos adore, senhor, do compositor contemporâneo João Andrade Nunes, a igreja inteira se veste de significado e profundidade para adorar e glorificar o Senhor. Em seguida, após o exame de consciência e oração proferida pelo bispo Dom Francisco Canindé Palhano, o coro entoou o Kyrie Eleison de número XI, Canto Gregoriano, cantado como ato penitencial desde o século III, durante o tempo comum.Cantou alto também, o Hino de louvor a Deus, Glória a Deus Nas Alturas do padre e compositor português, Antônio F. Santos, e, após a primeira leitura, o Salmo Responsorial, seguido de uma interpretação gregoriana da aclamação Aleluia, anunciando a proclamação do Evangelho.
E os louvores divinos do segundo domingo do tempo comum, seguiram encantando no ofertório, com a música Toma a Minha Vida, letra de autoria de Santo Ignácio de Loiola; o Hino litúrgico; Santo, do compositor italiano G.M. Rossi; Agnus Dei, do compositor francês Jaques Bertiher; Oh bom Jesus, canto popular chileno e Jesu Rex Admirabilis, canto do período medieval, do compositor Giovanni Pierluigi da Palestrina. E, o Coro São Gregório Magno, que nasceu em Petrolina, a partir de um grupo de leigos, no final de 2021, se despede cantando o Hino popular, Santa igreja, romana, católica, nos remetendo magicamente, de novo, à Santo Agostinho, em outra das suas formidáveis afirmações: “Se queres saber o que cremos, vem ouvir o que cantamos”.
*Carlos Laerte é poeta, jornalista e diretor da Clas Comunicação e Marketing.