Nota de pesar pelo falecimento do narrador Jota Jota
Da Redação - por Carlos Humberto
A imprensa esportiva do Vale do São Francisco e de toda a Bahia amanheceu de luto com a notícia do falecimento de José Georgides da Silva, o inesquecível Jota Jota, ocorrido neste sábado (21), em Petrolina, aos 76 anos. A confirmação foi feita por familiares, que acompanharam de perto sua luta nos últimos anos.
Diante do corrido, o presidente da FBF determinou que nos jogos da 9ª rodada do Baianão – Edição 2026, a serem realizados nos dias 21 e 22 de fevereiro, seja obedecido um minuto de silêncio em homenagem póstuma ao profissional.
Jota Jota construiu uma trajetória marcante no rádio baiano, especialmente nos anos 1980, quando integrou a equipe da Rádio Sociedade da Bahia, além de passagens pela Rádio Excelsior e Transamérica. Sua voz firme e inconfundivel, seu estilo vibrante e sua paixão pelo futebol o tornaram referência para gerações de ouvintes e profissionais da comunicação.
Além do rádio, deixou sua marca como assessor de imprensa, com destaque para o período em que atuou no Barcelona de Ilhéus e na diretoria do Juazeiro Social Clube, em 2001, ano histórico em que o clube disputou a final do Campeonato Baiano contra o Bahia, no Adauto Moraes.
Durante um período, Jota Jota integrou também o quadro de colaboradores da Agência CH, onde cobriu futebol e voleibol — esporte pelo qual nutria grande admiração. Seus textos, sempre simples, diretos e atentos às equipes do interior e da capital, revelavam o olhar de quem amava o esporte e respeitava seus protagonistas. Sua última colaboração, publicada em 28 de outubro de 2023, analisava o confronto entre Bahia e Palmeiras, em São Paulo – “Bahia tenta recuperação diante do Palmeiras em São Paulo”.
Após enfrentar complicações decorrentes da Covid-19, que o levaram à internação em Salvador, mudou-se para Petrolina, onde passou a viver com a esposa. Recluso por decisão pessoal, afastou-se da mídia regional e dos colegas de profissão. Em 2023, sofreu um AVC que comprometeu sua mobilidade e sua voz e teve como consequência a amputação de uma das pernas, iniciando um período de fragilidade que enfrentou com coragem até seus últimos dias.
Jota Jota faleceu em casa, ao lado da família. Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento.
A Agência CH, em nome de toda a sua equipe, lamenta profundamente a perda desse amigo e profissional que tanto contribuiu para o jornalismo esportivo baiano. Aos familiares, amigos e admiradores, desejamos conforto e serenidade. Que Deus acolha seu espírito e que sua memória permaneça viva nas histórias que contou, nos jogos que narrou e no legado que deixou.
Vá com Deus, grande Jota.
Por Carlos Humberto