Circuito Riachão reúne blocos de samba e reforça tradição popular na Mudança do Garcia

Circuito Riachão reúne blocos de samba e reforça tradição popular na Mudança do Garcia

Crédito: Ascom SecultBA

Três blocos de samba marcaram presença na tradicional Mudança do Garcia, nesta segunda-feira (16) de Carnaval, reforçando o caráter popular, democrático e comunitário da festa: Vem Sambar, Arrastão do Samba Popular e Reduto do Samba. Em comum, além da valorização das raízes do ritmo, está a proposta de aproximar o samba do público por meio de formatos mais acessíveis e inclusivos.

Inspirado no tema “O Samba Nasceu Aqui”, do Carnaval de Salvador 2026, o Vem Sambar levou ao circuito uma versão reduzida do desfile realizado no Campo Grande. Há três anos participando da Mudança do Garcia, o bloco apostou, nesta edição, no projeto “Vem Sambar Retrô”, reunindo camisas de anos anteriores e promovendo um encontro de confraternização entre foliões e amantes do gênero. A proposta destacou especialmente o samba do Recôncavo, reafirmando a identidade baiana e fortalecendo os circuitos tradicionais da folia. Fundado em 2005, o grupo também desenvolve ações culturais ao longo do ano, em parceria com entidades ligadas à Feira de São Joaquim.

Já o Arrastão do Samba Popular transformou o percurso em uma grande roda de samba gratuita, reunindo cerca de 500 participantes entre associados e admiradores. Criado em 2005 por Natinho, França e Tonho Matéria, o bloco mantém quase duas décadas de participação na Mudança do Garcia, defendendo um samba democrático e aberto às comunidades periféricas. Neste ano, homenageou Zé Arerê, destacando “A força do samba da Bahia, que o Brasil conhece”, e reforçou a importância da inclusão social como eixo central de sua atuação.

O Reduto do Samba também apresentou uma versão especial e reduzida do desfile tradicional, realizado na sexta-feira de Carnaval. Com concentração na Praça Marques de Olinda, o bloco seguiu até o Campo Grande em cortejo marcado pela forte presença popular, distribuição de cerca de 300 camisas e comissão de frente formada por baianas. Fundado em 2003, o grupo mantém atuação contínua na folia e preserva a relação histórica entre as comunidades do Tororó e do Garcia, fortalecendo a confraternização e o acesso gratuito à festa.

Os três blocos integram o Programa Ouro Negro, iniciativa do Governo da Bahia voltada ao apoio de entidades culturais de matriz africana e popular. O incentivo contribui para a realização dos desfiles e para a permanência do samba nas ruas, reafirmando a Mudança do Garcia como espaço de encontro, resistência cultural e celebração coletiva no Carnaval de Salvador.

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