Glória Maria: mais que uma jornalista, uma entidade

Por Tony Martins

Gloria Maria, jornalista – Foto Divulgação TV Globo

Entre os significados daquilo que chamamos de entidade, existe um que diz ser ” aquilo que significa a existência de algo real; essência”. Nesse sentido, Gloria Maria é o que temos de mais significativo na história do jornalismo brasileiro. Ela foi referência para jornalistas de várias gerações, pois, desde 1970 fez jornalismo com exuberância, criando formas talentosas de produzir e fazer reportagens, inclusive, visitando mais de cem países em missões nobres.

A versatilidade de Gloria Maria lhe permitia versar por diversos temas e situações. Ela era a entrevistadora predileta de Roberto Carlos, cobriu as posses de vários Chefes de estado como a do Presidente americano Jimmy Carter, entrevistou o pop star Michael Jackson, Leonardo de Capri, os principais politicos e artistas dentro e fora do Brasil, Também foi uma jornalista contundente no periodo do governo militar, tendo ainda presença marcante na cobertura de várias Copas do Mundo, bem como em guerras e conflitos pelo mundo afora.

Seja no carnaval, na música, na política ou mesmo nas tragédias, Gloria Maria não diminuía o seu compromisso com a notícia. Começou como radioescuta até se tornar a maior reporter do Fantástico da TV Globo, sendo também fantástica diante das câmeras, pois, não dava a notícia apenas, representava o glamour, o sentimento e a realidade de cada matéria com o tempero e a dose necessária. Ela própria, sem qualquer soberba, mas, em tom ameno e sorridente, certa vez disse: “Sou imorrivel”, palavras com as quais concordo, apenas para demonstrar a importância de Gloria Maria que partiu no dia de hoje, causando-nos um sentimento profundo.

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