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Em noite gelada, Seleção Brasileira Feminina ganha de virada das americanas em São Paulo

by Redação

Em noite gelada, Seleção Brasileira Feminina ganha de virada das americanas em São Paulo

Lícia Loltran Jornalista — diretamente da Neo Química Arena, em São Paulo, com exclusividade para Agência CH

Neste último sábado (06), a Neo Química Arena, em São Paulo, recebeu o amistoso entre Brasil e Estados Unidos. A Seleção Brasileira Feminina enfrentou as americanas na capital paulista em um dos amistosos que já fazem parte da preparação das duas equipes para a Copa do Mundo, que acontecerá no Brasil no próximo ano. As duas seleções voltam a se enfrentar nesta terça-feira (09), desta vez na capital cearense.

O que mais chamou atenção neste amistoso foi que, em meio às baixas temperaturas e ao jogo da seleção masculina no mesmo dia e horário, o público, em sua maioria composto por mulheres, lotou o estádio, com mais de 30 mil pessoas presentes.

Licia Lotran e Maria Akemi – Foto arquivo pessoal

A Neo Química Arena, casa dos corintianos, reuniu pessoas de todo o Brasil em um sentimento de apoio à Seleção Brasileira Feminina, em um aquecimento para a Copa do Mundo. E deixou um recado: não será fácil entrar em campo diante dessa torcida.

As americanas sentiram a pressão e, apesar de abrirem o placar com um gol de Sophia Wilson, as brasileiras buscaram a virada com gols de Tainá Maranhão e Bia Zaneratto, fechando o placar em 2 a 1 para o Brasil.

O apoio da torcida era intenso e fazia jus à fama de apaixonados dos brasileiros, que deram um show nas arquibancadas. A técnica americana, Emma Hayes, disse em entrevista após a partida que a pressão da torcida influencia o jogo e que está preparando sua equipe para lidar com isso durante o Mundial, em solo brasileiro.

E não foi apenas a técnica que sentiu a pressão. A capitã dos Estados Unidos, Lindsay Heaps, comentou sobre o desafio de jogar na casa das adversárias. Durante a partida, não faltaram embates entre ela e a brasileira Isa Haas, que não desgrudou da adversária durante todo o jogo.

A sensação no estádio, mesmo sob 16 graus, era de calor, com mulheres, homens e crianças torcendo pelas brasileiras a plenos pulmões. A craque Marta, apesar de não ter jogado, fez questão de percorrer o estádio ao final da partida para cumprimentar a torcida. Fazendo corações com as mãos e acenando para as arquibancadas, ela demonstra conhecer a importância da trajetória já construída, mas também enche o coração dos torcedores de esperança de vê-la em 2027, jogando aquela que, muito provavelmente, será sua última Copa do Mundo.

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