CBF e clubes aprovam redução de estrangeiros para valorizar a base do futebol brasileiro

Limite por partida cairá gradualmente a partir de 2027; apenas Flamengo, Bahia e Londrina votaram contra a proposta

Agência CH — O futebol brasileiro deu nesta segunda-feira, 21 de setembro, um passo importante para ampliar o espaço de seus jovens talentos. Em votação realizada no Rio de Janeiro, os clubes das Séries A e B aprovaram a proposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que reduz gradualmente o número de jogadores estrangeiros relacionados por partida a partir de 2027. Apenas Flamengo, Bahia e Londrina se posicionaram contra a mudança, segundo informações do ge.

O limite, atualmente de nove estrangeiros por jogo, passará para oito em 2027 e chegará a cinco em 2030. A transição busca permitir que os clubes adaptem seus planejamentos, considerando os contratos já firmados.

A importância da decisão está no estímulo à renovação do futebol nacional. Ao buscar mais oportunidades para atletas formados no Brasil, a medida pode fortalecer o caminho entre as categorias de base e as equipes profissionais, etapa decisiva para transformar promessas em jogadores consolidados.

Os clubes também aprovaram mudanças nas inscrições dos elencos no Campeonato Brasileiro. A partir de 2027, poderão ser inscritos 50 atletas, dos quais pelo menos 20 deverão ter até 23 anos. Para 2030, a previsão é chegar à divisão de 25 jogadores de idade livre e 25 com menos de 23 anos, conforme o texto divulgado pelo ge.

As propostas respondem a um diagnóstico da CBF sobre a perda de espaço dos jovens. Segundo levantamento da entidade citado na reportagem, esse movimento se intensificou a partir de 2023, quando o limite de estrangeiros relacionados aumentou para sete. Desde então, a participação de atletas de outros países em minutos jogados ultrapassou a dos jovens, que passaram a ter menos tempo em campo.

Outro indicador apresentado foi a média de idade do Brasileirão: 28,5 anos, acima dos números citados para os campeonatos da Espanha, de 27 anos; da França, de 26; e da Itália, de 26,1. Na avaliação da CBF, esse cenário reforça a necessidade de incentivar a renovação.

O amplo apoio dos clubes dá força à iniciativa. Seu resultado, porém, dependerá também do investimento na formação e da confiança dos treinadores para transformar vagas nos elencos em oportunidades reais de jogo. A decisão abre espaço para que a base tenha maior participação no futuro do futebol brasileiro.

Fonte: ge, com base na reportagem fornecida à Agência CH.

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