Home NOTÍCIASEconomia & Negócios Fruticultores do Vale do São Francisco comemoram conquista histórica com tarifa zero para uvas na União Europeia

Fruticultores do Vale do São Francisco comemoram conquista histórica com tarifa zero para uvas na União Europeia

by Redação
Da Redação – com informações da Ascom - Foto: Divulgação

Os produtores de uva do Vale do São Francisco celebram um dos maiores avanços já alcançados pela fruticultura regional: a confirmação de que as uvas brasileiras entrarão na União Europeia com tarifa zero assim que o acordo de livre-comércio entre Mercosul e UE entrar em vigor. A medida representa uma vitória direta dos fruticultores, que há anos competem em desvantagem frente a países que já operam sem essa taxação.

A conquista, porém, não veio por acaso. A liderança do presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Guilherme Coelho, foi determinante para que a isenção imediata fosse incluída no tratado. Hoje, as tarifas aplicadas às uvas brasileiras variam entre 8% e 14%, o que encarece o produto e reduz a competitividade do Vale no mercado europeu.

Guilherme Coelho relembra que a articulação começou ainda durante seu mandato como deputado federal. “Atuei diretamente junto à então representante da União Europeia para garantir que a tarifa da uva fosse zerada desde o primeiro dia do acordo. Sabíamos que essa mudança teria impacto profundo na vida dos produtores do Semiárido”, destacou.

Além disso, o presidente da Abrafrutas integrou a missão internacional do Governo Federal que esteve em Bruxelas, em abril de 2025, para acelerar a aprovação do acordo — movimento que reforçou o peso político da demanda dos fruticultores do Vale.

Impacto direto para o Vale do São Francisco

Com a tarifa zerada, os produtores da região passam a competir em igualdade com países como África do Sul, Chile, Peru e Estados Unidos, que já exportam sem imposto. Para os fruticultores, isso significa acesso ampliado a um mercado de aproximadamente 451 milhões de consumidores, maior previsibilidade comercial e estímulo à expansão da produção.

Segundo Guilherme Coelho, os efeitos serão sentidos em toda a cadeia produtiva. “Essa conquista fortalece a economia regional, impulsiona a geração de empregos e consolida o Vale do São Francisco como um dos principais polos frutícolas do mundo.”

Próximos passos

Após o aval dos embaixadores europeus, o acordo segue para ratificação no Parlamento Europeu e nos congressos dos países do Mercosul. Os fruticultores do Vale acompanham com expectativa, confiantes de que o novo cenário abrirá um ciclo ainda mais próspero para a fruticultura brasileira.

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